O Impulso

Impulso ao que pulsa, do coração, da alma, para a tela, para a janela

sábado, março 13, 2010

Pensa
cheguei agora
reguei as flores
abri armários e
montei armadilhas para ratos

Lembra
troquei a toalha
coloquei a mesa
tirei a comida da geladeira que
esquenta em banho maria no fogão

O relógio marca às 9h,
mas você não chega,
não vem

Pensa e lembra
do bilhete que deixei
em cima da TV.
Brisa do mar
na pele molhada

Beijo de areia
salgado

Fim!

Acho que deve ser assim, como encerrar um livro...
Dói por ter que deixá-lo partir, mesmo que não o sinta mais como inteiramente seu...
É assim com o Blog O Impulso que durante alguns anos me acompanhou (mesmo que aparentemente abandonado, muitas vezes).
É parte de muitas histórias - reais, irreais, fantásticas e fantasiosas - que ficaram para trás...
Por isso, aqui publico as últimas postagens, encontradas em rascunhos, sim, rascunhos, pois ainda gosto de escrever no papel.

Em breve, novas histórias, novas poesias, novas prosas brincando de rimas...

domingo, setembro 06, 2009

não era ela
mas era bem parecida
podia-se dizer quase a mesma pessoa
mas, não era o que parecia
a mesma até aquele momento
que passou e ficou congelado
era ela congelada no tempo
no passado

segunda-feira, julho 27, 2009

Cartão postal...

domingo, junho 21, 2009

Desenho e canto mal (muito mal!!)
nem rabisco salva e nem dublar resolve...
por isso, escrevo (ou tento)
desenho com palavras imagens e faço música
com os ritmos das frases...

cada um lê no seu compasso, com seu balanço...
e com a melodia do momento...
meu ritmo é o movimento!

quarta-feira, junho 03, 2009

sem tempo...

sem tempo
sem tempo para inspiração
sem tempo para encantamentos
sem tempo
tudo rápido e ligeiro
sem conseguir parar o tempo
sem registrar o momento

domingo, maio 10, 2009

presente? tempo presente!

o presente embrulhado
com fita colorida e papel celofane
valioso
diamante

sábado, abril 04, 2009

momentos sem impulso...

num impulso, este blog em uma outra existência deixou de existir
num impulso, voltou
sacudido, reclicado, repaginado,
só que anda assim, sem muito impulso
nada que grite que num impulso possa merecer (ou não) ganhar outra dimensão
nada que mereça vir à tela
sair à janela...

momentos sem impulso...